O encontro entre o novo e a memória arquitetônica
A maquete do Casa Baixa traduz um projeto de volumetria sóbria, marcada por linhas retas e uma presença arquitetônica limpa. O edifício assume uma forma mais contida — quase monolítica — que ganha personalidade por meio das cores arrojadas aplicadas às volumetrias: tons de terracota e verde que criam contraste e identidade.
Mas o verdadeiro destaque desta maquete está no diálogo entre tempos.
O projeto preserva duas pré-existências de arquitetura delicada, ricas em elementos e memória. Na representação em escala, essas construções foram tratadas com atenção especial aos detalhes, evidenciando seus traços originais e sua linguagem arquitetônica distinta.
O contraste é intencional:
✔️ As pré-existências, mantidas em branco, reforçam sua identidade histórica.
✔️ O novo edifício, marcado pelas cores contemporâneas, afirma sua presença sem competir — mas convivendo.
Essa convivência cria um equilíbrio lúdico e respeitoso entre passado e presente. A arquitetura que já habitava o espaço permanece valorizada, enquanto o novo surge como continuidade, não como ruptura.
A maquete evidencia esse diálogo de forma clara e sensível, permitindo perceber como diferentes tempos podem compartilhar o mesmo território com harmonia.
Mais do que representar volumes, este modelo físico revela uma narrativa urbana: a permanência da memória integrada à transformação.